[ Conservatória - Um pouco de sua história ]

Introdução

Os feitos principais da Fundação da Aldeia de Santo Antônio do Rio Bonito tiveram início em 1789, por ordem do Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza. Somente em 1803 iniciou-se a catequização dos índios Araris.

Segundo Saint Adolphe, cientista botâncio francês, os índios Araris eram quase brancos, inteligentes, elegantes e desembaraçados. Segundo Saint Hilaire, outro cientista francês que andou por essas terras, esses índios, pela aparência, desenvoltura e costume, eram sem dúvida resultantes da miscigenação entre os índios Coropós e os temidos Goitacás, de Campos, que os venceram em batalha e os assimilaram.

A princípio Conservatória era esse aldeamento de índios Araris, em razão de ser território destinado à conservação dos mesmos.

Mais tarde passou a ser chamada de Conservatório do Índio, e posteriormente de Conservatória, nome este que perdura até os dias de hoje.

A longa permanência dos Araris na região deixaram vestígios, como artefatos de cerâmica indígena e ossadas, que foram encontrados em diversos lugares por motivo de escavações e durante a construção de casas e da Igreja Matriz de Santo Antônio. Poucos foram os descendentes dos mesmos.

D. João destinou Conservatória aos Araris aldeados como sesmaria.

Repartição do Conservador dos Registros dos Índios Araris

Em Portugal, a palavra conservatório é utilizada para definir o registro de nascimento. No nosso caso, ficou conhecida como registro de nascimento dos índios Araris.

A ferrovia

Em 1876, o então Distrito de Santo Antônio do Rio Bonito, estava no auge de produção de seus cafezais, além de escoar este produto do estado de Minas Gerais e de outras regiões. Uma comissão foi criada para dirigir-se à corte de D. Pedro II a fim de obter autorização para a construção da ferrovia, cujo contrato data de 23/12/1876.

Primeira Igreja

A primeira igreja construída no curato de Santo Antônio do Rio Bonito teve a sua conclusão em 19 de Março de 1839, em terras de Anastácio Leite Ribeiro. Uma simples igreja, com assoalho de madeira e paredes de pau-à-pique, a qual foi consumida em um incêndio.

Em 22 de Abril de 1850, por iniciativa do próprio capitão Anastácio Leite Ribeiro, foi apresentada à Câmara de Valença uma representação dos moradores de Conservatória sobre uma subscrição para a construção de nova Igreja Matriz. [ saiba mais ]

Primeiro Calçamento

Em 1857, a empresa Faria, Ariosa, Vilaronga e CIA, utilizando mão-de-obra escrava, calçou as principais ruas de Conservatória com pedras grandes e irregulares, além de calçadas muito estreitas. Posteriormente esse calçamento foi substituído por pedras pé-de-moleque e paralelepípedos em pedra, que perduram até os dias de hoje.

Primeira Iluminação

A primeira iluminação pública de Conservatória era à base de querosene, datada de 1885. Postes de ferro com grandes lampiões, que iluminavam a noite toda. Esse sistema perdurou até 1918, quando chegou a Conservatória a iluminação elétrica, através da concessão de 20 anos de isenção de impostos municipais.

Dados sobre Conservatória

Conservatória é hoje o 6o. Distrito de Valença. Possui uma área de aproximadamente 240 km2, e localiza-se na bacia do Rio Preto.

São dois seus rios principais: Rio Bonito (dedicado à Santo Antônio) e Rio dos Índios (dedicado aos Araris). Possui também os córregos Prata e Rochedo.

O clima é temperado, seco e saudável, considerado um dos melhores do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi muito procurada na década de 30 para tratamentos de tuberculose. Altitude de 518 m acima do nível do mar.

Pontos Turísticos [ saiba mais ]

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